Calculadora de juros compostos
Veja quanto seu dinheiro vira com aportes mensais, descubra quanto investir por mês para chegar a uma meta e calcule o patrimônio necessário para viver de renda. A rentabilidade de referência usa o CDI atualizado pelo Banco Central, e os resultados podem ser vistos em valores de hoje.
Evolução do patrimônio
Quanto é dinheiro seu e quanto são juros
Ano a ano
Saldo ao fim de cada ano
| Ano | Investido | Juros no ano | Patrimônio |
|---|
O que são juros compostos
Nos juros compostos, o rendimento de cada mês é somado ao saldo e passa a render junto no mês seguinte. São os "juros sobre juros". No começo a diferença parece pequena, mas com o tempo os juros passam a crescer mais rápido que os próprios aportes. É por isso que tempo é o ingrediente mais importante de qualquer plano de investimento.
A fórmula do saldo com aportes mensais é:
Saldo = Inicial × (1 + i)n + Aporte × [(1 + i)n − 1] ÷ i, em que i é a taxa mensal e n o número de meses.
Exemplo: R$ 10.000 iniciais e R$ 1.000 por mês a 12% ao ano líquidos viram cerca de R$ 253 mil em 10 anos. Desse total, R$ 130 mil saíram do seu bolso e o resto são juros.
Qual rentabilidade usar
Use sempre a rentabilidade líquida de Imposto de Renda. Na renda fixa, o IR segue a tabela regressiva e cai para 15% depois de dois anos, então uma aplicação a 100% do CDI rende cerca de 85% do CDI líquido no longo prazo. A calculadora busca o CDI atualizado no Banco Central e sugere essa referência.
Aplicações isentas, como LCI e LCA, entram com a taxa cheia. Para saber qual rende mais no seu prazo, use a calculadora LCI/LCA x CDB. Se você investe em ações ou fundos imobiliários, use uma estimativa conservadora: rentabilidades passadas não garantem as futuras.
Inflação e valores de hoje
R$ 250 mil daqui a 10 anos não compram o mesmo que R$ 250 mil hoje. Por isso a calculadora mostra também o valor descontada a inflação (IPCA), que indica o poder de compra real do patrimônio. No modo "viver de renda", todas as contas já são feitas em valores de hoje, usando a rentabilidade real (acima da inflação).
Quanto preciso para viver de renda
Para retirar uma renda mensal para sempre sem consumir o patrimônio, a conta é simples: divida a renda desejada pela rentabilidade real mensal. Com 0,6% ao mês acima da inflação, uma renda de R$ 5.000 exige cerca de R$ 830 mil. A calculadora também mostra quanto tempo você leva para chegar lá com os aportes atuais, supondo que eles sejam corrigidos pela inflação todo ano.
Esse número é uma referência para planejamento, não uma promessa. Rentabilidade, inflação e necessidades mudam ao longo dos anos, e vale revisar o plano periodicamente.
Como acelerar os juros compostos
- Comece cedo: dez anos a mais de prazo costumam valer mais que dobrar o aporte.
- Aporte com regularidade: investir todo mês, mesmo pouco, mantém a bola de neve crescendo.
- Reinvista os rendimentos: sacar os juros interrompe o efeito composto.
- Fuja de taxas altas: 1% ao ano de taxa de administração pode consumir uma fatia grande do resultado em décadas.
- Quite dívidas caras antes: juros compostos também trabalham contra você no cartão e no cheque especial. Veja o simulador de quitação.
Perguntas frequentes
Como calcular juros compostos com aporte mensal?
Some o valor inicial corrigido, Inicial × (1 + i)n, ao acumulado dos aportes, Aporte × [(1 + i)n − 1] ÷ i, em que i é a taxa mensal e n o número de meses. A calculadora faz isso mês a mês e mostra a evolução ano a ano.
Quanto preciso investir por mês para juntar R$ 100 mil?
Depende do prazo e da rentabilidade. A 12% ao ano líquidos e sem valor inicial, são cerca de R$ 1.370 por mês em 5 anos ou R$ 440 por mês em 10 anos. Use o modo "Chegar a uma meta" para o seu caso.
Quanto dinheiro preciso para viver de renda?
Divida a renda mensal desejada pela rentabilidade real mensal (acima da inflação). Com 0,6% ao mês de ganho real, uma renda de R$ 5.000 exige cerca de R$ 830 mil.
A calculadora considera o Imposto de Renda?
Você informa a rentabilidade já líquida de impostos. A sugestão padrão é 100% do CDI menos o IR de 15%, que é a alíquota da renda fixa para prazos acima de dois anos.